Higiene e Segurança: Um Cuidado Essencial nos Profissionais de Saúde, Beleza e Bem-Estar
Vou fazer-lhe uma pergunta, mas não precisa de responder: lava sempre as mãos depois de ir à casa de banho?
Por vezes, limitamo-nos a abrir a torneira e passar as mãos por água, sem utilizar sabão. Outras vezes, com a pressa, até nos esquecemos de o fazer.
Se nem sempre cumprimos este cuidado básico na nossa vida quotidiana, porque razão devemos presumir que todos os profissionais de saúde, beleza e bem-estar o fazem rigorosamente?
A higiene das mãos não é um pormenor. É uma das medidas fundamentais para prevenir a transmissão de microrganismos e proteger a saúde de quem nos procura.
Pensemos, por exemplo, nos profissionais que utilizam unhas compridas, unhas de gel ou verniz e que, durante o exercício da sua atividade, manipulam diretamente o rosto, o corpo e os cabelos dos seus clientes, muitas vezes sem luvas.
As unhas compridas e artificiais podem dificultar uma higiene adequada das mãos e favorecer a acumulação de sujidade e microrganismos, sobretudo na região por baixo das unhas. O verniz danificado ou as unhas artificiais descoladas podem também dificultar a identificação de alterações na superfície ungueal.
A questão torna-se particularmente importante quando falamos de pessoas com alterações da pele.
A pele acneica pode apresentar lesões inflamadas e uma barreira cutânea comprometida. A pele seca pode desenvolver fissuras que facilitam a entrada de microrganismos, enquanto determinadas condições cutâneas podem aumentar a vulnerabilidade a irritações e infeções.
Imagine, agora, o contacto destas zonas com mãos que não foram devidamente higienizadas. O risco de transmissão de microrganismos não deve ser ignorado.
Por isso, profissionais de estética, técnicas de unhas de gel, manicures, pedicures, podologistas, massagistas, fisioterapeutas, enfermeiros, médicos e outros profissionais que trabalham diretamente com o corpo humano devem conhecer e cumprir rigorosamente as normas de higiene e segurança adequadas à sua atividade.
As unhas compridas e artificiais exigem cuidados acrescidos e podem ser incompatíveis com determinadas atividades clínicas. Em contextos onde se exige higiene rigorosa das mãos, como em muitos procedimentos de saúde, as unhas artificiais não são recomendadas ou são proibidas pelas normas aplicáveis. Quando existe risco de contacto com sangue, fluidos corporais, pele não íntegra ou mucosas, devem ser utilizadas luvas apropriadas, de acordo com o procedimento. Contudo, as luvas não substituem a higiene das mãos.
Enquanto clientes, também temos o direito de estar atentos e de questionar os cuidados de higiene adotados pelos profissionais que nos atendem.
Não tenha receio de perguntar se as mãos foram devidamente higienizadas ou de solicitar que sejam cumpridas as medidas de proteção necessárias antes de iniciar um tratamento.
A confiança num profissional não deve dispensar a segurança.
Cuidar da beleza, aliviar a dor, promover o bem-estar ou tratar a saúde exige conhecimento, responsabilidade e respeito pela integridade de cada pessoa.
A higiene não é uma opção, nem um gesto que se pratica apenas quando alguém está a observar. É uma obrigação profissional e uma demonstração de respeito por quem confia em nós.
Proteja a sua saúde. Valorize os profissionais que respeitam as regras de higiene e segurança.
Sara Lima

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