quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Pé Diabético e o teste de Monofilamento

 


O teste do monofilamento de 10 g é um exame simples, rápido e muito importante na avaliação dos pés de pessoas com diabetes. Ele serve principalmente para verificar se a pessoa perdeu a sensibilidade protetora dos pés, situação conhecida como LOPS (Loss of Protective Sensation). Essa perda de sensibilidade aumenta o risco de feridas, úlceras e, em casos graves, amputação.

🦶 O que é o monofilamento?

É um pequeno filamento de nylon calibrado para exercer uma força aproximada de 10 gramas quando aplicado corretamente sobre determinados pontos do pé.

O profissional encosta o filamento perpendicularmente à pele até que ele se dobre, avaliando se a pessoa percebe ou não o toque.

A ideia é bastante simples:

A pessoa sente o estímulo → a sensibilidade protetora está presente naquele ponto.

A pessoa não sente → pode existir perda de sensibilidade protetora e o pé passa a ser considerado de maior risco.

Mas há um detalhe importante: o monofilamento não deve ser utilizado isoladamente para diagnosticar neuropatia diabética. As recomendações atuais indicam combiná-lo com pelo menos outro teste neurológico, como avaliação de vibração, temperatura ou picada.

⚠️ Por que isso é tão importante?

A neuropatia diabética pode fazer com que a pessoa não perceba uma lesão que normalmente seria dolorosa.

Por exemplo:

  • uma pequena pedra dentro do sapato;
  • uma queimadura;
  • uma bolha;
  • uma unha que lesionou a pele;
  • uma calosidade submetida a pressão;
  • um sapato apertado;
  • uma pequena ferida durante o corte das unhas.

Uma pessoa com sensibilidade normal tende a sentir dor ou desconforto e retirar o pé ou corrigir o problema.

Quando existe perda da sensibilidade protetora, o traumatismo pode continuar sem que a pessoa perceba. É justamente essa combinação de neuropatia, trauma e outros fatores, como deformidade ou doença arterial periférica, que pode favorecer o aparecimento de úlceras.

Como escolher o melhor aparelho multifunções?

 


40 kHz × 60 kHz × 80 kHz

A diferença principal é a frequência da onda ultrassônica. Quanto maior o número de kHz, maior é a frequência e, em termos físicos, menor o comprimento de onda.

FrequênciaCaracterística geralUso mais comum em estética
40 kHzFrequência mais baixaCavitação corporal, especialmente áreas com maior espessura de tecido adiposo
60 kHzFrequência intermediáriaCavitação corporal, podendo oferecer uma abordagem mais versátil
80 kHzFrequência mais altaUltrassom/cavitação com comportamento diferente, geralmente utilizado em tratamentos corporais mais superficiais

🔵 40 kHz

É uma das frequências mais encontradas nos aparelhos de cavitação estética corporal.

A ideia comercial/técnica é que o ultrassom de 40 kHz seja utilizado para produzir cavitação no tecido, sendo bastante associado a tratamentos corporais destinados a áreas com maior quantidade de tecido adiposo.

É muito comum encontrar aparelhos multifunções anunciados como:

Cavitação 40 kHz + RF + Vacuum + outras tecnologias.

🟢 60 kHz

O 60 kHz fica entre 40 e 80 kHz.

Não significa simplesmente que seja "melhor" que 40 kHz. A frequência modifica o comportamento da onda, mas o resultado de um equipamento depende também de:

  • potência;
  • intensidade acústica;
  • tipo e tamanho do transdutor;
  • modo de emissão;
  • área de aplicação;
  • qualidade do equipamento;
  • contato com a pele;
  • protocolo utilizado.

Portanto, 60 kHz não deve ser interpretado como uma versão mais potente de 40 kHz.

🟣 80 kHz

Aqui é importante fazer uma distinção.

80 kHz é uma frequência ultrassônica mais alta, mas não significa automaticamente que seja uma "cavitação mais profunda" ou "mais potente".

Na prática, a profundidade de ação não pode ser determinada apenas olhando para o número de kHz.

Isso é particularmente importante porque alguns vendedores fazem afirmações como:

40 kHz = profundo
60 kHz = médio
80 kHz = superficial

Essa tabela é simplificada demais. A profundidade e o efeito dependem de vários parâmetros do equipamento, não somente da frequência.

❓ E existe 20 kHz?

Sim, 20 kHz existe como frequência de ultrassom, mas eu faria uma distinção importante:

20 kHz está no limite inferior da faixa ultrassônica e não é a frequência que normalmente vemos como padrão nos aparelhos de cavitação estética corporal convencionais.

⭐ O ponto mais importante para você

Olhe primeiro para a especificação completa da cavitação.

Por exemplo:

Cavitação

  • Frequência: 40 kHz
  • Potência: X W
  • Intensidade: X W/cm²
  • Emissão: contínua/pulsada
  • Transdutor: X cm
  • Número de manípulos

Porque um aparelho de 40 kHz com um transdutor e potência adequados pode ser muito mais interessante do que um aparelho anunciado como 80 kHz simplesmente porque "80 é maior".

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Você faz dieta, cuida da alimentação, mas mesmo assim não consegue os resultados que espera? Vive cansado, sem energia e sente que o seu metabolismo está “travado”?

É importante entender que o metabolismo não depende apenas da quantidade de calorias que consumimos. A função da tireoide também desempenha um papel fundamental.

O T3 (triiodotironina) é o hormônio tireoidiano biologicamente mais ativo e participa diretamente da regulação do metabolismo, da produção de energia e de diversas funções do organismo. Para que a tireoide funcione adequadamente, o corpo também precisa de nutrientes essenciais, entre eles selênio, zinco e magnésio, que participam de diferentes processos metabólicos.

Por isso, antes de pensar apenas em “comer menos” ou aumentar a restrição alimentar, é importante olhar para o organismo como um todo: alimentação, nutrientes, sono, stress, função da tireoide e equilíbrio metabólico.

Quando existe cansaço persistente, dificuldade para perder peso ou alterações que sugerem um problema hormonal, a investigação adequada é fundamental.

Cuidar do metabolismo começa por compreender o que o organismo realmente precisa para funcionar bem.

Mais do que combater os sintomas, é preciso olhar para as causas e para os nutrientes que sustentam o funcionamento do organismo.

terça-feira, 6 de outubro de 2026

A Verdade Sobre a Hipertensão: O Seu Coração é a Vítima, Não o Culpado

É muito comum associarmos a hipertensão a um problema puramente cardiovascular. Muita gente acha, aliás, que a tensão alta é causada pelo coração. No entanto, a realidade é bem diferente: a hipertensão tem sempre uma causa.

Na verdade, a hipertensão é frequentemente causada pelos rins, sendo o coração apenas a sua maior vítima. Longe de ser apenas um problema mecânico isolado, trata-se de uma doença metabólica, que pode ter várias causas possíveis e profundas associadas ao funcionamento do nosso organismo.

Sendo os rins a raiz do problema na maior parte das vezes, a sua abordagem clínica deve refletir isso mesmo. O primeiro especialista a ser consultado deverá ser um nefrologista, para que se possa investigar a fundo e determinar as causas exatas da sua hipertensão. Só depois desta avaliação inicial, e de o problema estar devidamente enquadrado, é que o acompanhamento por um cardiologista se torna o passo seguinte.

Além do acompanhamento médico correto, a alimentação desempenha um papel crucial no controlo desta patologia. Sabia que baixar o consumo de hidratos de carbono e de açúcares reduz a tensão arterial? Ao ajustar a sua dieta, está a combater a doença na sua base metabólica, protegendo os seus rins e, consequentemente, salvando o seu coração.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Procedimento para a unha em caracol

 



Após a remoção da espícula e limpeza do sulco ungueal, deve-se aplicar resina corretora na região onde anteriormente se encontrava a porção deformada da lâmina ungueal. Esta etapa tem como objetivo preencher e estabilizar o espaço, evitando que a unha continue a crescer enrolando-se para baixo.

Somente após a aplicação e adequada adaptação da resina deve ser colocada a órtese ungueal, cuja função é exercer uma força corretiva progressiva sobre a lâmina, contribuindo para orientar o seu crescimento e reduzir a curvatura característica da unha em caracol.

A sequência correta é, portanto: remoção da espícula → aplicação da resina corretora → adaptação da órtese → correção progressiva da lâmina ungueal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

VAPOR DE OZÓNIO NO SPA DE PÉS



O vapor de ozónio pode ser um excelente complemento num protocolo de Spa de Pés, especialmente na preparação dos pés antes dos procedimentos de higiene, esfoliação e cuidados específicos.

Principais benefícios:

• Promove o amolecimento da pele e das calosidades, facilitando a sua remoção durante o tratamento.

• Ajuda a preparar a pele para os procedimentos seguintes, tornando-a mais receptiva aos cuidados cosméticos.

• Proporciona uma sensação agradável de calor e relaxamento, contribuindo para uma experiência de Spa mais confortável.

• O ozónio é tradicionalmente associado a uma ação higienizante, podendo complementar os cuidados de higiene dos pés.

• Pode ajudar a melhorar a sensação de conforto em pés cansados, especialmente quando integrado num protocolo completo de Spa de Pés.

• Favorece uma preparação mais uniforme da pele antes da esfoliação, hidratação e aplicação de máscaras ou outros cosméticos.

Como utilizar?

O vapor deve ser aplicado de forma controlada, respeitando a temperatura, o tempo de exposição e as características individuais do cliente. Não deve ser utilizado sobre pele lesionada ou em situações em que o calor ou o vapor estejam contraindicados.

O vapor de ozónio não substitui a avaliação profissional nem o tratamento de patologias dos pés. No Spa de Pés, o seu objetivo principal é proporcionar preparação, conforto, higiene e bem-estar.

Protocolo de Spa de Pés Sara Lima

A PREVENÇÃO COMEÇA NO BERÇO!

 


Conteúdo partilhado com: Público


Você já parou para olhar como ficam os pés do seu bebé dentro do sapato?
Aquela imagem aparentemente simples pode revelar algo muito importante: um pé apertado não tem espaço para se desenvolver livremente.
🦶🏻 De um lado, temos um pezinho comprimido pelo calçado.
🦶🏻 Do outro, um pezinho com espaço suficiente para ficar numa posição confortável e natural.
Nos primeiros anos de vida, os pés das crianças estão em pleno desenvolvimento. Por isso, o calçado deve acompanhar o crescimento do pé, e não obrigá-lo a adaptar-se ao formato do sapato.
Um calçado inadequado pode provocar pressão sobre os dedos, limitar os movimentos e favorecer alterações na forma como a criança apoia e utiliza os pés.
⚠️ E existe um detalhe que muitas vezes passa despercebido:
A criança nem sempre consegue dizer que o sapato está apertado.
Por isso, cabe aos adultos verificar regularmente se existe espaço suficiente para os dedos, se o calçado não comprime as laterais do pé e se a criança consegue movimentar os dedos confortavelmente.
👣 Cuidar dos pés desde os primeiros meses é investir na saúde dos pés para toda a vida.
A prevenção não começa quando aparece uma deformidade.
A prevenção começa no berço. 💙
Observe os pés.
Observe o calçado.
Observe o crescimento.
Porque pé infantil precisa de espaço para crescer. 👣

Pé Diabético e o teste de Monofilamento

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