quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Procedimento para a unha em caracol

 



Após a remoção da espícula e limpeza do sulco ungueal, deve-se aplicar resina corretora na região onde anteriormente se encontrava a porção deformada da lâmina ungueal. Esta etapa tem como objetivo preencher e estabilizar o espaço, evitando que a unha continue a crescer enrolando-se para baixo.

Somente após a aplicação e adequada adaptação da resina deve ser colocada a órtese ungueal, cuja função é exercer uma força corretiva progressiva sobre a lâmina, contribuindo para orientar o seu crescimento e reduzir a curvatura característica da unha em caracol.

A sequência correta é, portanto: remoção da espícula → aplicação da resina corretora → adaptação da órtese → correção progressiva da lâmina ungueal.

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

VAPOR DE OZÓNIO NO SPA DE PÉS



O vapor de ozónio pode ser um excelente complemento num protocolo de Spa de Pés, especialmente na preparação dos pés antes dos procedimentos de higiene, esfoliação e cuidados específicos.

Principais benefícios:

• Promove o amolecimento da pele e das calosidades, facilitando a sua remoção durante o tratamento.

• Ajuda a preparar a pele para os procedimentos seguintes, tornando-a mais receptiva aos cuidados cosméticos.

• Proporciona uma sensação agradável de calor e relaxamento, contribuindo para uma experiência de Spa mais confortável.

• O ozónio é tradicionalmente associado a uma ação higienizante, podendo complementar os cuidados de higiene dos pés.

• Pode ajudar a melhorar a sensação de conforto em pés cansados, especialmente quando integrado num protocolo completo de Spa de Pés.

• Favorece uma preparação mais uniforme da pele antes da esfoliação, hidratação e aplicação de máscaras ou outros cosméticos.

Como utilizar?

O vapor deve ser aplicado de forma controlada, respeitando a temperatura, o tempo de exposição e as características individuais do cliente. Não deve ser utilizado sobre pele lesionada ou em situações em que o calor ou o vapor estejam contraindicados.

O vapor de ozónio não substitui a avaliação profissional nem o tratamento de patologias dos pés. No Spa de Pés, o seu objetivo principal é proporcionar preparação, conforto, higiene e bem-estar.

Protocolo de Spa de Pés Sara Lima

A PREVENÇÃO COMEÇA NO BERÇO!

 


Conteúdo partilhado com: Público


Você já parou para olhar como ficam os pés do seu bebé dentro do sapato?
Aquela imagem aparentemente simples pode revelar algo muito importante: um pé apertado não tem espaço para se desenvolver livremente.
🦶🏻 De um lado, temos um pezinho comprimido pelo calçado.
🦶🏻 Do outro, um pezinho com espaço suficiente para ficar numa posição confortável e natural.
Nos primeiros anos de vida, os pés das crianças estão em pleno desenvolvimento. Por isso, o calçado deve acompanhar o crescimento do pé, e não obrigá-lo a adaptar-se ao formato do sapato.
Um calçado inadequado pode provocar pressão sobre os dedos, limitar os movimentos e favorecer alterações na forma como a criança apoia e utiliza os pés.
⚠️ E existe um detalhe que muitas vezes passa despercebido:
A criança nem sempre consegue dizer que o sapato está apertado.
Por isso, cabe aos adultos verificar regularmente se existe espaço suficiente para os dedos, se o calçado não comprime as laterais do pé e se a criança consegue movimentar os dedos confortavelmente.
👣 Cuidar dos pés desde os primeiros meses é investir na saúde dos pés para toda a vida.
A prevenção não começa quando aparece uma deformidade.
A prevenção começa no berço. 💙
Observe os pés.
Observe o calçado.
Observe o crescimento.
Porque pé infantil precisa de espaço para crescer. 👣

DRENAGEM LINFÁTICA MANUAL: PORQUE DOMINAR MAIS DO QUE UMA TÉCNICA?

 


A Drenagem Linfática Manual não deve ser entendida como uma única técnica aplicada de forma rígida a todos os casos.
Os métodos Vodder, Leduc e Propelli apresentam princípios e recursos técnicos distintos que podem, quando adequadamente selecionados, complementar-se dentro de uma abordagem individualizada.
O método Vodder caracteriza-se por manobras suaves, rítmicas e específicas, com mobilização da pele e respeito pela anatomia e fisiologia do sistema linfático. É uma abordagem particularmente delicada e estruturada.
O método Leduc, desenvolvido a partir dos princípios da drenagem linfática manual, introduziu uma sistematização própria, com destaque para as manobras de chamada/evacuação e de reabsorção, permitindo trabalhar também regiões à distância da área que apresenta maior retenção de líquido.
Já a abordagem Propelli, através da mobilização articular associada ao trabalho de drenagem, acrescenta um recurso diferente à intervenção manual, permitindo integrar o movimento articular na estratégia terapêutica.
E se combinarmos conhecimentos?
É precisamente aqui que considero fundamental a formação do profissional.
Em determinadas situações, uma abordagem pode ser mais adequada para iniciar o trabalho, enquanto outra pode oferecer recursos complementares para determinadas regiões ou objetivos.
Vodder + Leduc + Propelli não precisam ser vistos como métodos que competem entre si. Podem ser ferramentas que se complementam.
O profissional que domina diferentes técnicas de Drenagem Linfática Manual dispõe de um maior repertório de recursos técnicos e pode adaptar a intervenção às características de cada pessoa, região corporal e objetivo do tratamento.
Não se trata de aplicar simplesmente “mais técnicas”.
Trata-se de conhecer profundamente cada método, compreender os seus princípios e saber quando, onde e como utilizar cada recurso.
Uma boa drenagem não é apenas uma sequência de movimentos.
É conhecimento de anatomia, fisiologia linfática, direção do fluxo, territórios linfáticos, pressão, ritmo, sequência e resposta dos tecidos.
Por isso, na minha opinião, uma profissional que trabalha com Drenagem Linfática Manual deve procurar dominar diferentes abordagens e técnicas, ampliando a sua capacidade de avaliação e de intervenção.
Um método pode complementar o outro. E o verdadeiro diferencial está no conhecimento do profissional para saber fazer essa integração.

POR QUE ALGUMAS CALOSIDADES VOLTAM SEMPRE?

 


Esta é uma das perguntas que mais recebo das minhas formandas:
"Professora, como faço para eliminar de uma vez por todas as calosidades dos meus clientes?"
A resposta começa por compreender uma questão fundamental: nem toda calosidade existe apenas por causa da pele.
Em muitos casos, existe uma relação entre a formação de calos e calosidades e a estrutura óssea, a anatomia e a forma como o pé distribui as cargas durante o apoio e a marcha.
Um exemplo muito importante é o pé cavo, que apresenta uma alteração na distribuição das pressões plantares.
Dependendo da estrutura e do padrão de apoio, podem surgir áreas de maior pressão e atrito, favorecendo o aparecimento de calosidades principalmente:
• na região dos metatarsos;
• nos dedos;
• no hálux;
• no calcanhar;
• e em outras zonas submetidas a sobrecarga.
Por isso, retirar a calosidade pode proporcionar uma melhora imediata, mas se a pressão que está a provocar aquela hiperqueratose continuar presente, é possível que ela volte.
É aqui que entra a importância de uma avaliação mais completa.
O profissional não deve olhar apenas para a calosidade. Deve observar:
🔹 Onde ela está localizada?
🔹 Existe uma deformidade associada?
🔹 Como está o apoio do pé?
🔹 Há zonas de pressão excessiva?
🔹 Existe alteração na marcha?
🔹 Há deformidades dos dedos ou do antepé?
🔹 O calçado pode estar a contribuir para o problema?
A calosidade pode ser apenas a "ponta do iceberg".
Por isso, o objetivo de um bom atendimento não deve ser simplesmente retirar a pele endurecida, mas compreender por que aquela região está a receber pressão repetidamente e trabalhar dentro das competências profissionais para reduzir essa sobrecarga.
E existe uma diferença enorme entre remover uma calosidade e compreender o pé que está a produzir aquela calosidade.
É justamente este tipo de raciocínio que procuro ensinar às minhas formandas: observar o pé como um todo, identificar possíveis fatores associados e escolher a abordagem adequada para cada caso.
Porque, quando entendemos a causa mecânica, o nosso trabalho deixa de ser apenas "tirar calos" e passa a ser um cuidado muito mais consciente e individualizado.
Sara Lima

CALOSIDADES: O QUE A LOCALIZAÇÃO PODE REVELAR SOBRE O APOIO DO PÉ?


A localização de uma calosidade não deve ser observada apenas como um problema da pele. Ela pode fornecer pistas importantes sobre onde o pé está a receber maior pressão e sobrecarga durante o apoio e a marcha.
Dois padrões que merecem atenção são o pé supinado e o pé pronado.
PÉ SUPINADO
No pé supinado, existe uma tendência para uma maior concentração das cargas na região lateral do pé e uma menor capacidade de adaptação do pé ao solo.
As calosidades podem aparecer com maior frequência em áreas como:
• borda lateral do pé, especialmente na região do 5.º metatarso;
• cabeça do 5.º metatarso, na região plantar;
• região lateral do calcanhar;
• dedo mínimo e outros dedos, dependendo da posição dos dedos e do calçado;
• determinadas zonas do antepé submetidas a maior pressão.
Nestes casos, é importante observar se existe uma transferência excessiva da carga para o lado externo do pé.
PÉ PRONADO
No pé pronado, ocorre uma maior tendência para a distribuição das cargas em direção à região medial do pé, embora o padrão real possa variar bastante de pessoa para pessoa.
As áreas que podem apresentar maior sobrecarga e desenvolver calosidades incluem:
• região medial do calcanhar;
• primeiro metatarso e sua região plantar;
• hálux, especialmente quando existe alteração associada na sua posição;
• região medial do antepé;
• outras áreas submetidas a pressão e atrito durante a marcha.
Quando existe pronação associada a determinadas alterações estruturais ou funcionais, a distribuição da pressão pode tornar-se ainda mais irregular.
MAS ATENÇÃO: A CALOSIDADE NÃO "DIAGNOSTICA" O TIPO DE PÉ
Encontrar uma calosidade numa determinada região não significa, por si só, que o cliente tenha um pé supinado ou pronado.
A calosidade deve ser analisada em conjunto com:
• a estrutura do pé;
• o arco plantar;
• a posição do retropé;
• a posição dos dedos;
• o tipo de apoio;
• a marcha;
• o calçado utilizado;
• deformidades existentes;
• e a localização e intensidade das zonas de pressão.
Por isso, duas pessoas podem apresentar uma calosidade na mesma região e possuir causas completamente diferentes.
O MAIS IMPORTANTE PARA O PROFISSIONAL
Não devemos perguntar apenas:
"Onde está o calo?"
Devemos perguntar:
"Por que razão esta região está a receber tanta pressão?"
Essa mudança de olhar é fundamental.
A remoção da hiperqueratose pode melhorar o conforto e a aparência do pé, mas, se a causa mecânica da sobrecarga permanecer, a calosidade poderá voltar a formar-se.
Observar a localização da calosidade, relacioná-la com o padrão de apoio e procurar possíveis fatores associados permite compreender muito melhor o pé que estamos a tratar.
A calosidade pode ser o sinal. A sobrecarga pode ser a causa.
Sara Lima

Preparação antes do tratamento anticelulítico

Antes de iniciar qualquer tratamento anticelulítico, é importante preparar os tecidos e estimular a circulação, sobretudo o retorno venoso.
Para esse efeito, nada melhor do que iniciar o procedimento com um bom escalda-pés, durante aproximadamente 20 minutos. Utilize água quente, a cerca de 40 °C, adicionando um punhado de sal grosso, de acordo com a técnica tradicional utilizada neste protocolo.
Após o escalda-pés, realiza-se um envolvimento crioterápico durante mais 20 minutos. A alternância entre o estímulo térmico proporcionado pelo calor e o estímulo de arrefecimento da crioterapia é utilizada como um “choque térmico”, preparando o organismo para a etapa seguinte.
Só depois desta preparação deverá ser iniciado o tratamento anticelulítico previamente programado.
Desta forma, o protocolo fica organizado em três etapas:
1. Escalda-pés quente – 20 minutos
Preparação e estímulo circulatório.
2. Envolvimento crioterápico – 20 minutos
Aplicação do estímulo de arrefecimento, criando a alternância térmica.
3. Tratamento anticelulítico
Aplicação do protocolo escolhido, de acordo com os objetivos e características de cada cliente.

Procedimento para a unha em caracol

  Após a remoção da espícula e limpeza do sulco ungueal, deve-se aplicar resina corretora na região onde anteriormente se encontrava a porçã...